DELIRANDO
Aqui na rede estou a pensar, a lembrar.
A te esperar.
A rua está silenciosa.
A lua pálida...
Sinto um perfume.
É o perfume da minha única rosa.
A rua está vazia. Não ouço um som, nem
passos... nada.
Nem um cão. Nem uma ave noturna. Nada... nada...
Altas horas...
Estou na rede sonhando acordada.
E o tempo vai passando. Levando... carregando.
Tão tarde!
Não falo da hora agora.
Tarde do tempo.
Ele costuma tudo levar.
Ah, esse tempo que gosta de carregar.
Estou delirando.
É febre.
Estou ardendo em febre.
Mas é febre do amar.
sonia delsin

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