A LEVEZA E DELICADEZA DE MEU SER
Eu posso dizer que em certos momentos sou um
lenço de seda.
Livre, leve e solto.
Escorrego no ar, caio.
E uma mão me ergue.
Uma mão que me diz: segue.
Sou sim mais leve que o vento.
Sou um frágil. Um pequeno pensamento.
No universo que posso imaginar que seja um
tormento.
Sou como fermento.
Cresço à medida que penso.
E diminuo à medida que descreio.
Porque nessa hora tudo fica feio.
Sou travesseiro de pena de ganso.
Sou remanso.
Deito num colo macio de nuvem e descanso.
Meu ser é isso...
É delicadeza, leveza.
Meu ser em certos momentos conhece a aspereza,
a tristeza.
Mas logo volta ao estado original.
Porque acredito que viver é o que se tem de
mais especial.
E viver é enfrentar os desafios, é saltar nos
vazios...
Viver é romper os limites do pensar...
É se entregar.
Deixar o nosso ser se arrastar não é viver.
Viver é fazer com que o nosso ser o próprio
mundo possa absorver.
sonia delsin

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