MINHA ÚLTIMA VONTADE
Deixo
aqui, para quando eu partir para sempre,
uma
lista de pedidos a serem seguidos.
Peço
que a sigam a risca, por favor.
Não
me enterrem numa vala funda.
Não
quero que meu pó se isole
num
cemitério qualquer
e
acabe no anonimato.
Quero
ser transformada em cinzas
e
espalhada sobre os lugares
que
mais amei.
Quero
que cada pedacinho meu
se
disperse ao vento e se abrace
às
minhas lembranças.
Nas
noites frias o que fui sobreviva
e
se una às gotas de orvalho.
Quero
que se lembrem de mim como fui,
exatamente
como fui.
Em
suas memórias quero estar
mais
viva que nunca.
Não
quero que chorem por mim,
só
me recordem docemente...
Não
quero flores colhidas. Deixem-nas nos canteiros.
Quero-as
balançando-se ao vento.
Virei
tocá-las, acariciá-las.
Como
beija-flor pousarei sobre elas
e
tomarei seu néctar.
Quero
que leiam os meus poemas e não deixem
que
eles morram no esquecimento.
Um
dia, no futuro, quando meus descendentes
quiserem
saber um pouco de mim
que
alguém ainda possa
lhes
mostrar um pouco
de
minha alma.
sonia delsin
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