COM UMA TIRA DE TECIDO
Fez um vestido tão bonito.
Com uma tira de tecido.
Dançou a dança da loba.
Dançou a dança da fera ferida.
E reencontrou-se com a vida.
No bailar... igual uma borboleta.
Foi se encontrando.
Foi se achando na canção.
Em cima do chão.
Foi aliviando o coração.
Com o tecido colorido.
Encontrando no viver outro sentido.
O ontem ela enterrou.
No hoje se encontrou.
Fez-se mulher em plenitude.
Sem inveja da juventude.
Mulher... borboleta... dançarina...
Mulher se fazendo pequenina.
E imensamente grande.
Na plenitude do ser.
Na descoberta de uma nova forma de viver...
sonia delsin

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