AO RELENTO
Ali abandonada.
Jogada.
Ao relento a pobre chorava.
Ele a magoara. A ferira de morte.
Mas o orvalho da noite que podia fustigá-la foi
o seu milagre.
A pobre que misturava lágrimas e orvalho foi
recolhida.
Protegida por alguém que de longe a cuidava.
A pobre flor tão magoada numa rosa perfumada se
via transformada.
Era o milagre do amor.
O milagre da vida.
Era o seu milagre.
Não mais ao relento.
Não mais tormento.
Alguém tanto carinho lhe entregava.
E a rosa se entregava ao mais doce sentimento.
sonia delsin

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