quinta-feira, 20 de junho de 2013



HIPÓTESE

Até um dia quem sabe a morte.
Esta é certa.
É a única certeza que temos.
Que aqui não ficaremos.
Somos neste planeta apenas hóspedes.
Estamos de passagem.
Viemos numa viagem.
Só podemos ficar o tempo que nos é permitido.
O que falo tem sentido.
...
Até um dia quem sabe a sorte.
Digo isso, mas não acredito em sorte.
Acredito mais em aproveitar a ocasião, porque a oportunidade perdida não volta não.
Soltamos um pássaro na amplidão e quem nos garante que ele volta à mão?
...
Até um dia quem sabe quando.
Mas haverá quando?
Quando me buscar pode não mais me achar.
Porque esse mundo é imenso.
E o que penso é que e um grande vento pode chegar e me levar pra outro lugar.
...
Até nunca?
De nunca também é despropósito falar... porque não sabemos o que está a nos esperar.
Na outra esquina alguém que pensamos nunca mais rever, poderemos reencontrar.

sonia delsin 

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