DUAS LUAS
Não posso dizer que eram duas luas.
Mas a que se refletia no lago parecia me
sorrir.
Doidamente eu comecei a rir.
As águas se encrespavam com o vento.
Mas quem se importava?
A lua do lago silenciava.
E eu chorava.
Mas era só pra deixar a alma leve.
Ia partir dali em breve.
As luas me seguravam.
A do alto me dizendo que o amor chegaria.
A do lago com seu repentino silêncio me
entristecia.
O silêncio dela me dizia.
Não viva de fantasia.
Vai lhe matar esta utopia.
Eu podia correr dali.
Ir em busca do dia.
Nele eu podia encontrar alegria.
Mas as luas me seguravam.
E a noite parecia nunca acabar...
Parecia que eternamente ela ia durar.
sonia delsin

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